Nada melhor do que presenciar, dentro do Mercedes-Benz no qual eu me locomovia em direção ao HSBC Belas Artes, um pequeno mas amável concerto de cordas.

Um violão de seis cordas e um violino. Adorável, não??? Bem, o carequinha da minha frente estava um pouco impaciente. Ele deve ser jurado ou banca de concursos de música e ter mania de perseguição, algo do tipo.
A questão é... O Patch Adams disse hoje, em sua palestra aqui em São Paulo (organizado pela http://www.copatch.com/), que achou engraçado quando disseram a ele o termo "musicoterapia" (provavelmente disseram isso em inglês). Puxa, na hora fiquei triste. Antes de ter a dúvida publicidade ou jornalismo, e depois de ter desistido de fazer artes cênicas, eu pensei nas tais terapias alternativas. Afinal, nada mais descolado, não? O importante é ter espaço no mercado o suficiente para inovar e não lidar com gente que acha que manja de tudo.
Enfim. Ele achou bonitinho, engraçadinho. Musicoterapia. Isso foi quando uma moça perguntou a ele que dicas ele teria para que ela montasse uma ala de lazer (lazer, não laser, porque isso já tem de monte) no Hospital Albert Einstein, um projeto revolucionário, segundo ela, mas que estava disposta a tocar adiante. Bem, ele achou engraçado ter um departamento para o lazer. Lazerterapia. Como a tal musicoterapia. Arteterapia? (Arteriaterapia?? Artriteterapia??? Huhuauah que divertido isso.) Ai está o problema, ter que criar departamentos para essas coisas. A humanização hospitalar está exatamente na questão de que é a estrutura, o ambiente, os processos hospitalares que precisam sofrer um check up emocional.
Bem, isso não é só no hospital. Imagina se a gente inventa de ouvir música só fora do horário de trabalho? Imagina se a gente inventa de se divertir só quando não tem nada pra fazer, quando tem tempo livre? Imagina se a gente pensa que ser profissional e fazer um trabalho sério é ser sério. Sisudo. Que isso impõe respeito. Aliás, imagina a gente ter que impor respeito ao invés de conquistá-lo??? Puxa, a vida ia ser um saco, né?

(desculpe pela resolução, mas é foto de celular, sabe como é que é que trabalham essas células né? - e você viu que chique essa moda da tiarinha?)
Um comentário:
Por isso que o Magnólio diz que "a alegria não tira a nossa seriedade"... Essa é a questã: ser sério se divertindo, se divertir sendo sério.
Eu que já achava estranho musicoterapia, agora tenho argumentos. Obrigada, Dra Massarinho. E obrigada ao Dr Patch.
Bjos
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