Horário: 19h - 21h30

Uma janela com vista para a alma.


Quase 30 minutos só no corredor das neurocirurgias, por conta de uma moça que estava esperando uma senhora, que já estava com alta, desocupar o quarto. Ela estava lá desde as 16h esperando, e era 19h! Estava ela e a vizinha. Ela era cearense e forrozeira de primeira hahaha pena que não quis dançar comigo no corredor.
Na clínica médica feminina, conheci uma menina que já estava de saída. No quinto semestre de contabilidade, ela quis saber mais sobre minha graduação em besteirologia, mas eu disse que pra saber mais ela tinha que topar um quis-bate-bola-passa-ou-repassa. Arredou.
No primeiro quarto, conheci a dona Lucinda e a nora, uma fofa. A dona Maria não conseguia falar, apenas gesticular os lábios, mas cantei Maria, Maria pra ela e ela não parava de rir. Será que eu cantei tão mal assim???
A Ritinha era linda, e estava lendo vários livros pois quer ser assistente de enfermagem. Ela disse Deus-me-livre quando perguntei se ela estava fazendo estágio prático no leito, mas deu muita risada.
A dona Marcia estava toda sorridente com o maridão Cristiano ao lado. Radiantíssima, e está internada desde o dia 10 de agosto. Fazendo uma série de exames e tratamentos para evitar uma cirurgia que remova pus do cérebro. Não entendi direito o que ela pôs, mas ela também não soube explicar.
A dona Nilda, por sua vez, estava bem branquinha de anemia, e estava estreando um conjunto de tubinhos que não a deixavam dormir de lado. Mas também foi superdivertida.
O residente Ernesto, que negou ser chamado de Che, disse que me amava mesmo tendo namorada. E as mocinhas da limpeza que estavam no sétimo andar descobriram minha identidade secreta porque ficaram fazendo plantão no corredor, até eu terminar de me trocar! Vê se pode!