domingo, 30 de setembro de 2007
16/09/2007 - Domingão Cidadão

Mais fotos: http://www.cantocidadao.org.br/fotos.php?GaleriaId=19.
terça-feira, 11 de setembro de 2007
Remoticidade


domingo, 9 de setembro de 2007
08/09/2007 - Hospital São Paulo
Numa saga indescritível, comprei novas luvas e chapéu pela manhã, na Ladeira Porto Geral. Ainda encontrei uma amiga nas catracas do metrô que já me avisava de antemão que a rua estava impossível - “boa sorte”. Ainda bem que a loja ao lado da entrada da estação do metrô tinha tudo o que eu precisava; meu infortúnio fora atravessar um oceano de carne e cabelos com uma mochila gigante. E, como se não bastasse, ainda me lembrei que havia esquecido meu jaleco em casa. POATZ.
Com isso, cheguei ao hospital às 11h50, mas a alegria lava a alma, minha gente! E desodorantes emergenciais servem pra isso mesmo. Acabei me trocando e me maquiando demasiadamente depressa, e nem fiz um break-relaxing. Confesso que isso faz falta. Iniciar as mil interações sem fazer um momento de silêncio não foi muito saudável, pois senti uma grave queda de energia ao terminar, e fiquei o dia inteiro acabada. Lembrete: sempre fazer relaxamento antes de sair do minúsculo banheiro, mesmo que haja fila.
A clínica de endocrinologia e cirurgias torácicas não é de minha abrangência, mas como o banheiro fica nesse território, não há como evitar olhares e sorrisos interessados quando ainda estou de mochila e fechando a porta. Assim conheci o enfermeiro Douglas, a menina Débora e sua mãe, Iraci. Duas graças, a filha de 16 anos e a mãe de 42. Depois de longas risadas, Débora me levou para visitar Ana, uma moça paraguaia que estava num quarto próximo.
Bem, nada como um hospital para treinarmos castellano, no? Ana e Rita, sua vizinha (suavezinha?)de cômodo, depois até me ouviram ler uma crônica de Luis Fernando Veríssimo.
No terceiro andar, conheci mais algumas moças – Iraci Adriana, que é chamada pelo primeiro nome no hospital, mas gosta do segundo, e dona Maria José e sua irmã. Maria José e sua irmã são analfabetas, e a segunda teve 12 filhos, mas hoje estão vivos apenas 5. São ambas de Recife e donas-de-casa.
No outro quarto, encontrei novamente a dona Oneide (quero dizer, eu, como quase todos, achava que era Neide), com uma nova colega, a Miriam. A Oneide me viu do lado de fora do quarto e já começou a gritar “cadê meu nariz? Cadê meu nariz?”, achei bárbaro! Ela está há exatamente um mês internada, ela não esperava tudo isso. Está em recuperação de um processo depressivo, mas parece bem melhor! Falante, empolgada, mas com mais aparelhagens em torno de si. É claro que as duas ganharam um nariz cada, e caíram na gargalhada quando contei até três e se entreolharam sobre as “bolas rojas”. Lindas e radiantes. Miriam trabalha na lavanderia do hospital e já estava se recuperando.
Duas horas e sete pessoas; minha média está interessante. Não consigo entrar e sair de um quarto sem garantir que o paciente esteja conversando bem, principalmente que esteja conversando com seu colega de leito... Se tem uma coisa que aprendi com a vinda do Dr. Patch Adams, é que a “amenização” não pode estar somente no momento em que o voluntário está no ambiente, mas sim na transformação do mesmo...
segunda-feira, 3 de setembro de 2007
O que é musicoterapia?












